Como acho que excedi os caracteres, e não sei muito bem como funciona,
uma vez que está em alemão, envio-te assim o comentário por mail,
podendo assim escolhers o que queres publicado, ok? já agora volta a
mandar aquilo que disseste para partilgarmos ficheiros pois eu acho
que apaguei isso, ok ?
-Vou aqui escrever, diria que na qualidade de teu amigo, mesmo que
seja aquele com quem os desatinos saem mais facilmente, talvez por
feitios demasiado parecidos. Tenho a lamentar, para já o passado, um
passado demasiado preso a alguns consumos, como tu bem sabes, mas que
não atribuo a culpa a ninguém, mas o que me faz realmente pensar que
somos demasiado atrasados é presisamente o tipo de acusações de que
este ou aquele amigo que me tenham desencaminhado, embora se calhar os
meus progenitores pensem o mesmo, mas talvez até sejam mais da opinião
de que eu é que sou o desemcaminhador, pelo menos a minha mãe defendia
muitas vezes essa teoria.
Sei que se calhar te estás a referir a gente de um estatuto social um
pouco mais elevado, mas em relação a esse tipo de acusação aqui na
República Autónoma do Tovim, têem caído por terra, visto que a maioria
das opiniões, referiam-se á minha pessoa como principal perigo e
desencaminhador cá do burgo, entre outros claro, sendo que os seus
filhos, maridos, irmãos,etc., nunca tinham culpa e apenas eram vitimas
"indefesas?", tipo virgens na feira da pornografia. Ora houve uma
radical mudança na sequência das coisas, eu fui morar para a Figueira
para parar visto estar farto desta vida e onde estive dois anos sem
consumos,situação que se mantém outros desencaminhadores deixaram-se
das merdas, mas quando se pensaria que tudo estava resolvido e que a
partir daí as drogas duras seriam irradicadas da nossa terra, foram
precisamente as vitimas do antigamente que se viriam a revelar,
roubando tudo em casa, fazendo curas atrás de curas, algumas delas em
boas clinicas, das quais vinham embora sem completar os tratamentos,
mas sob o juramento? de se afastarem das "coisas". Ora as pessoas que
atribuiam as culpas sempre aos mesmos ficaram sem uma argumentação que
não fosse a de assumir as culpas dos seus familiares, tanto nos
consumos como em alguns roubos entre outras coisas.
Como deves saber, também eu consumia tudo o que fizesse efeito, embora
achasse que como trabalhava, como nunca prejudiquei nimguém sem ser a
mim mesmo, entendia que não devia fazer as coisas "à xuxa calada",
claro que não andava própriamente a fazer publicidade, mas também não
tinha problemas de ser visto aqui ou acolá, pois não devia satisfações
a ninguém, sendo que as mesmas pessoas que eu punha afumar eram
aquelas que mais falavam nos tribunais da terra ou seja as lojas, os
cafés ou na peixeira, sabendo-se que as pessoas falam dos outros para
que não falem deles em primeiro. Mas posso agora dizer que a única
coisa que me fez parar (por enquanto, pois nos vicios não existem
casos encerrados, só com a morte), foi o estar farto duma vida sempre
igual todos os dias, começando a entender o que eu estava a perder,
pois aqulas idas ao CAT, ás clinicas, aos médicos, etc., só para que
as pessoas vejam e em certos casos para continuar a cair dinheiro,
raramente resultam, sem ser por uma vontade muito forte da pessoa em
causa e ás vezes as ajudas certas, sem fazer da pessoa um coitadinho,
todos estes factores e até uma mudança de ambiente é díficil. Mas o
que mais me custa ver, é que com a inúmera informação que é
disponibilizada, caso isso não chegasse podem ver nos parques de
estacionamento e não só, os resultados de vidas de consumo e até em
alguns casos na própria familia, sãio cada vez mais os putos que se
agarram aos vicios, sendo que o alccol é um dos principais causadores
de mortes, tanto nas estradas desse mundo, como na provocação de
paranóias e de desenvolver partes violentas das pessoas que só o
alcool consegue encontrar, mas que para as familias portuguesas, é
preferível que cheguem bebados todos os dias, que até é motivo de
gargalhadas entre as pessoas, do que fumarem "charros", porque no
entender de muitos, quem fuma "brocas" fica irremediávelmente agarrado
para todo sempre.
Nestas situações pode-se aplicar a máxima daquela canção ou seja: se
um probre se agarra, é um cabrão dum drogado ou de um bebedo de merda
que só serve para prejudicar os outros, mas se for um rico nas mesmas
condições, já é apenas mais uma vitima de um problema á escala global
que tira a alegria aos nossos pobres jovens e cujo tratamento deve ser
o mais aconchegante possível e com o apoio de todos e quanto ao alcool
é um problema social e silencioso que geralmente é provocado pelo
strees do dia a dia e até pela quase obrigação de estar presente em
todas as recepções por educação e nunca por gostar da bebida, enfim
Problemas.-
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Sonntag, 5. Juli 2009
Samstag, 4. Juli 2009
Amigos e vícios
A mãe dum amigo meu atirou-me um dia à cara que nunca concordara com o facto de eu permitir aos meus amigos fumarem haxixe em minha casa. É certo que grande parte deles se tornou viciado, posteriormente, em drogas mais fortes, mas qual a minha culpa? Tê-los deixado fumar uma broca em minha casa uma ou duas vezes por semana?...
Quando eu fui, e ainda vou, a casa desse meu amigo, por amizade tambem com os seus pais, é-me sempre oferecido álcool para beber. Eu sei que é normal, aliás, faz parte dos protocois numa casa portuguesa oferecer um copo às visitas, mas não é isso um incentivo ao consumo maléfico?... Em Portugal, do ponto de vista socio-cultural, não! Tal como para mim, o fumar haxixe, dentro do meu círculo de amizades, era, desse mesmo ponto de vista, normalíssimo. Quem fumava, fumava; quem bebia, bebia!
Quando mais tarde eu vim para a Alemanha, frequentemente, nas minhas dolorosas horas de solidão e saudade desses mesmos amigos, dava comigo a beber mais do que a conta. Cheguei, inclusive, ao ponto de me ter tornado alcoólico, segundo a minha própria opinião.
Ter que aceitar a realidade do meu alcoolismo foi bem mais difícil de que o refreio deste.
Isto aqui não visa, de forma alguma, culpar quem quer que seja dos vícios proliferantes de toda e qualquer sociedade; ninguem é mais culpado do seu vício que ele próprio. Naturalmente existem muitos factores que contribuem para um vício, existem milhares de tratados, romances, diários, novelas, eu sei lá a quererem explicar um fenómeno de massas que apenas individualmente se pode explicar.
O ser humano é, por base, um indivíduo; querer generalizá-lo nas suas atitudes é procurar convencer uma pedra que é pau. A psicologia de massas é interessante, mas não basta, nem pode nunca, reflectir o indivíduo.
Os meus amigos podem ser criminosos, simples vadios, possuirem perturbações mentais, serem dependentes do que quer que sejam! Se são meus amigos, são-o por quaisquer qualidades superadoras das negativas, ou seja, eles têm que possuir algo de bom! É por esse prisma que eu os olho e não através de preocupações pater-maternalistas, sociais, políticas, religiosas ou outras quaisquer!
Bebo de momento uma cerveja barata, belga, Karlskrone, produzida segundo o “tratado de pureza” (Reinheitsgebot) alemão, ouço (por acaso em CD que adquiri na minha última estadia em Coimbra embora tivesse possuído, quando era mais puto, o disco -aquela grande coisa com música a que alguns chamam vinil e outros LP) do Jorge Palma “Qualquer coisa pará música”.
Para livro recomendo "O macaco nú" de Desmond Morris
Vivam os amigos!
Quando eu fui, e ainda vou, a casa desse meu amigo, por amizade tambem com os seus pais, é-me sempre oferecido álcool para beber. Eu sei que é normal, aliás, faz parte dos protocois numa casa portuguesa oferecer um copo às visitas, mas não é isso um incentivo ao consumo maléfico?... Em Portugal, do ponto de vista socio-cultural, não! Tal como para mim, o fumar haxixe, dentro do meu círculo de amizades, era, desse mesmo ponto de vista, normalíssimo. Quem fumava, fumava; quem bebia, bebia!
Quando mais tarde eu vim para a Alemanha, frequentemente, nas minhas dolorosas horas de solidão e saudade desses mesmos amigos, dava comigo a beber mais do que a conta. Cheguei, inclusive, ao ponto de me ter tornado alcoólico, segundo a minha própria opinião.
Ter que aceitar a realidade do meu alcoolismo foi bem mais difícil de que o refreio deste.
Isto aqui não visa, de forma alguma, culpar quem quer que seja dos vícios proliferantes de toda e qualquer sociedade; ninguem é mais culpado do seu vício que ele próprio. Naturalmente existem muitos factores que contribuem para um vício, existem milhares de tratados, romances, diários, novelas, eu sei lá a quererem explicar um fenómeno de massas que apenas individualmente se pode explicar.
O ser humano é, por base, um indivíduo; querer generalizá-lo nas suas atitudes é procurar convencer uma pedra que é pau. A psicologia de massas é interessante, mas não basta, nem pode nunca, reflectir o indivíduo.
Os meus amigos podem ser criminosos, simples vadios, possuirem perturbações mentais, serem dependentes do que quer que sejam! Se são meus amigos, são-o por quaisquer qualidades superadoras das negativas, ou seja, eles têm que possuir algo de bom! É por esse prisma que eu os olho e não através de preocupações pater-maternalistas, sociais, políticas, religiosas ou outras quaisquer!
Bebo de momento uma cerveja barata, belga, Karlskrone, produzida segundo o “tratado de pureza” (Reinheitsgebot) alemão, ouço (por acaso em CD que adquiri na minha última estadia em Coimbra embora tivesse possuído, quando era mais puto, o disco -aquela grande coisa com música a que alguns chamam vinil e outros LP) do Jorge Palma “Qualquer coisa pará música”.
Para livro recomendo "O macaco nú" de Desmond Morris
Vivam os amigos!
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